Terça-feira, 17 de Julho de 2018
Feiras & Eventos
7º Fórum Costa Brava tem recorde de público e conteúdos disruptivos

A sétima edição do Fórum Costa Brava reuniu mais de 390 pessoas no hotel Royal Palm Plaza, em Campinas, nesta terça-feira, 20 de junho. Com recorde de público entre todas as edições, o evento trouxe um conteúdo diverso e rico para gestores e compradores de viagens e eventos corporativos. A começar pela palestra de abertura, com o sociólogo e cientista político, Sérgio Abranches, que falou sobre as profundas transformações do mundo atual e suas implicações para as empresas. Paulo Salvador, diretor da Rede Intercity, foi o mediador de debate e curador do conteúdo dessa edição do Fórum.

 Durante a abertura, Abranches tratou de um novo momento em que estamos vivendo, a “Era do Imprevisto”, título de seu livro. O pensador e cientista político abordou um novo padrão social que está por vir e que certamente afetará o mundo corporativo: a metamorfose da estrutura produtiva, a revolução na ciência e tecnologia, a digitalização da sociedade e os impactos ambientais. “Hoje temos um sentimento muito angustiante, uma inquietação sobre o que ocorre à nossa volta, mas nos adaptamos rapidamente a todas as situações e mal percebemos isso. Mal percebemos que estamos vivendo uma revolução”, afirmou. “Na nossa vida e nas corporações temos que saber que o novo não é evitável e sermos adaptáveis é nossa melhor característica. Não podemos ficar mergulhados na nossa conjuntura ou preocupados com a ordem global, mas focados na nossa produtividade e criatividade e usar isso a nosso favor”. Para isso, ele explicou que é fundamental ter um olhar alongado e que as escolhas gerenciais não sejam tão defensivas, concluiu.

 Com esse espírito, os executivos da Costa Brava avaliaram o cenário econômico e do mercado de viagens e eventos em coletiva à imprensa presente no evento: “Atualmente vivemos um dos piores momentos de conjuntura no Brasil e no mundo. Não há como prever atentados, não há como prever as mudanças políticas. Mas, em meio a crises, com nossa estruturação e investimentos, a Costa Brava sempre se desenvolveu”, disse Mauro Schwartzmann, fundador e presidente do Conselho de Administração da Costa Brava Viagens e Eventos. “Nós temos vários desafios no mercado hoje, que é superar uma guerra de preços desleal e avançar nas boas práticas do setor. Mas, apesar de todo esse cenário, a Costa Brava teve o melhor maio de sua história em quase 30 anos e tudo leva a crer que atingiremos nossa meta de crescer 20% neste ano. Também esperamos duplicar o nosso faturamento em eventos.”, disse Rubens Schwartzmann, diretor-geral da Costa Brava Viagens e Eventos e presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas – ABRACORP. Já o diretor de marketing e vendas, Carlos Schwartzmann, concluiu: “acredito que o grande resultado desse momento difícil que estamos vivendo é a valorização da transparência, que sempre foi característica marcante da Costa Brava. Cada vez mais a transparência e a ética praticada pelas empresas estão sendo valorizadas e esse é um caminho sem volta”.

O palestrante Fábio Sacoman, da Seta Consultoria, trouxe a visão de Mentalidade do Design(design thinking) para a gestão de viagens e eventos, demonstrando como hoje os profissionais podem utilizar essas técnicas de abordagem para traçarem estratégias mais assertivas em seu dia a dia. Para tanto, ele descreveu que, o que difere a realidade de hoje daquela vivida anteriormente, é que não estamos mais em um momento corporativo complicado, no qual somente regras rígidas dão conta de controlar e nortear as políticas das empresas, como as políticas de viagens e eventos; mas, vivemos um momento complexo, em que múltiplos fatores impactam nas decisões. Portanto, a mentalidade de experimentação, de ouvir a equipe e tomar decisões baseadas em cocriação e colaboração é uma alternativa assertiva. “Não podemos mais tomar decisões em uma sala fechada. É preciso ouvir os envolvidos e trazer sua experiência para a tomada de decisão. Por exemplo: criar a política de viagens é complicado, mas executá-la é complexo. Então, estar aberto a falhas, mas disposto a fazer pequenos testes, para validar as decisões, é um caminho melhor para acertar grande”, afirmou Sacoman. O design thinking é o pensamento de romper com o que está sendo feito, por meio de um processo centrado no ser humano, no qual criam-se relações de confiança, porque o ambiente de cocriação gera confiança”, descreveu. “Temos que sair dos insights e partir para a experimentação, experimente, teste e aprenda rápido”, concluiu.

 E nesse cenário de conteúdo inovador, o 7º Fórum Costa Brava foi encerrado pela dama da hotelaria e presidente do grupo Blue Tree Hotels, Chieko Aoki. A executiva ressaltou a cultura nipônica do servir, a qual não tem conotação negativa, como ocorre em países da América do Sul que passaram pelo processo escravocrata. De acordo com a Sra. Aoki, servir é um privilégio de fazer bem ao outro, em um sentido sagrado e de evolução pessoal. Por meio da narrativa da fundação da sua rede de hotéis, a executiva pontuou tendências para os próximos 100 anos do mercado em geral, pautadas pela hiperconectividade tecnológica e hiperdependência das relações humanas. Segundo Aoki, que em japonês significa “árvore azul” e de onde deriva o nome em inglês da sua rede de hotéis, o futuro para o mercado do turismo serão os avanços relacionados ao bem-estar individual e coletivo, estreitando laços de maneira mais pessoal com clientes e fornecedores.

 Entre outros painéis, foram abordados temas relevantes aos tomadores de decisões sobre viagens nas empresas e players do mercado: Inteligência Artificial aplicada no mercado de viagens; Consolidação do Programa de Viagens; Gestão de Viagens Locais, Regionais e Globais; Riscos de Viagem e cuidados com a segurança do viajante; todos os painéis foram apresentados e mediados por grandes executivos.

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