Terça-feira, 11 de Dezembro de 2018
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AmCham Rio completa 100 anos ampliando negócios entre Brasil-EUA
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A primeira câmara de comércio da América Latina, a AmCham Rio, completou 100 anos no dia 16 de abril com uma história repleta de grandes conquistas ligadas à promoção do diálogo entre líderes nacionais e norte-americanos, ao fomento ao comércio bilateral e à melhoria do ambiente de negócios no Brasil. Entre os principais marcos de sua trajetória, destacam-se a ampliação do comércio exterior, a assinatura de acordos bilaterais e encontros entre importantes chefes de Estado e grandes empresários.

A Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro (AmCham Rio) foi fundada em 1916 por 15 companhias norte-americanas, entre elas Citibank, ExxonMobil (ex-Esso), Otis, General Electric e Chevron (ex-Texaco). Com o objetivo de impulsionar as relações comerciais entre os Estados Unidos e o Brasil, a associação promoveu ao longo de sua história a interlocução entre o setor empresarial, 27 presidentes brasileiros e 17 presidentes americanos, além de membros dos dois governos em diversos níveis.

“A AmCham Rio constrói as pontes para que empresários do Brasil e dos Estados Unidos cresçam juntos. A câmara facilita a articulação com os governos locais e fortalece a cooperação bilateral. Essa é a missão para a qual nos associamos há cem anos. Os resultados colhidos são ao mesmo tempo motivo de orgulho e força motora para que continuemos nosso trabalho por muito mais tempo”, afirma Rafael Sampaio da Motta, 102º presidente da instituição, eleito para o biênio 2015-2016.

Como parte das comemorações do centenário, a AmCham Rio realiza em maio o Business Future of the Americas 2016, principal conferência anual da Associação das Câmaras Americanas de Comércio da América Latina e Caribe (Aaccla). A edição deste ano terá como tema principal a materialização do potencial econômico regional.

Momentos

Ao longo deste primeiro centenário, a câmara vivenciou momentos de forte aproximação entre Brasil e Estados Unidos. Além do período das grandes guerras, especialistas apontam como períodos de maior proximidade os anos de 1956 a 1960, no governo de Juscelino Kubitscheck, quando uma série de investimentos americanos impulsionou o progresso do país. O governo de Fernando Henrique Cardoso, que teve grande articulação com o americano Bill Clinton, também se notabilizou.

Em contraponto, os momentos de afastamento não foram poucos: vão da crise política interna que antecedeu a deposição do presidente João Goulart, em 1964, ao momento em que o país começou a buscar uma maior diversificação de parceiros comerciais, nos anos 2000, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em nova ascendente, o governo de Dilma Rousseff retomou a aproximação ao encontrar-se com o presidente americano Barack Obama, em 2015. Hoje, em virtude da forte instabilidade política e econômica, a AmCham Rio destaca a necessidade de fortificar esta integração.

“O fortalecimento dos laços entre o Brasil e os Estados Unidos traz impulso para a economia doméstica, o que é algo essencial nesse momento. A consolidação dessa relação é altamente estratégica para o equilíbrio político e econômico regional. Simultaneamente, o Brasil deve investir internamente na melhoria da gestão e do planejamento público”, afirma Rafael Motta.

Apenas no último ano, a AmCham Rio alcançou diversas vitórias, que culminaram no compromisso da entrada do Brasil no Global Entry, um programa de facilitação da entrada em ambos os países. Destacam-se também o Acordo de Previdência Social (U.S. Brazil Social Security Totalization Agreement), a lei de Conformidade Tributária Sobre Contas no Exterior (Foreign Account Tax Compliance Act – Fatca) e a assinatura do Patent Prosecution Highway (PPH).

História

A criação da AmCham Rio teve como pano de fundo a eclosão da Primeira Guerra Mundial, que fechou muitos mercados europeus e impulsionou a aproximação entre os países das Américas. Menos de dez anos após o início de suas atividades, já se colhiam resultados. Em 1921, os executivos da AmCham Rio comemoraram a queda no preço dos produtos brasileiros no exterior e a ascensão dos Estados Unidos como o maior exportador e importador de bens de origem brasileira.

A câmara também vivenciou períodos de crises ao longo de sua história, como a quebra da Bolsa de Nova York, em 1930, que afetou profundamente as trocas comerciais entre Brasil e Estados Unidos. O início da Segunda Guerra Mundial trouxe novo fôlego às relações com os americanos e o Brasil ingressou no clube dos países industrializados.

Entre 1938 e 1940, a produção de roupas de algodão no Brasil teve acréscimo de 54%; a de pneus, 300%; a de vinhos, 370%; e a de roupas de seda, 1.170%. O número de indústrias em território brasileiro saltou de 70 mil para 80 mil em apenas um ano, de 1941 para 1942. O número de trabalhadores acompanhou a alta e passou de 136 mil em 1907 para 1,3 milhão em 1942.

Nesse período, visitantes ilustres marcaram a aproximação dos dois países como a vinda ao Brasil do cineasta Walt Disney e do empresário Nelson Rockefeller. O encontro em 1947 entre os presidentes Harry Truman e Eurico Gaspar Dutra, à época da Guerra Fria, também foi uma forte sinalização de abertura.

A mudança da capital brasileira do Rio de Janeiro para Brasília, em 1960, por sua vez provocou transformações relevantes para a entidade, que precisou se adaptar ao novo cenário político. O período da ditadura militar foi marcado pela taxa de crescimento do PIB brasileiro alcançando 10% ao ano, enquanto questões sociais e políticas impactavam o ambiente interno de negócios.

Já no início da década de 80, a AmCham Rio, atenta à conjuntura econômica, chegou a antecipar aos associados uma nova crise do petróleo, que em 1983 traria recessão, desemprego e uma taxa de inflação de 200% ao ano.

 

Sobre a AmCham Rio

A Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro (AmCham Rio) é uma instituição multissetorial dedicada ao desenvolvimento de novos negócios, aonetworking e ao aprimoramento das relações comerciais com os Estados Unidos. Fundada em 1916, é filiada à U.S. Chamber of Commerce, maior organização de negócios do mundo, representante de mais de três milhões de empresas, e à Association of American Chambers of Commerce in Latin America (Aaccla), que reúne 24 AmChams e 20 mil empresas da América Latina. No âmbito regional, a entidade conta com a AmCham Espírito Santo, afiliada desde 1998. Mais informações: www.amchamrio.com

 

 

 

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