Sexta-feira, 23 de Fevereiro de 2018
Corporativo
CEO da HRS, Tobias Ragge, analisa mercado de viagens corporativas e aponta principais desafios das empresas na gestão de suas reservas hoteleiras
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Durante entrevista no evento da GBTA (Global Business Travel Association), que aconteceu em Boston, no mês de julho, o CEO da HRS Tobias Ragge (considerado uma das 25 pessoas mais influentes em viagens corporativas pela BTN – Business Travel News em 2014 e 2016) fez uma análise do mercado de viagens corporativas, listando os principais desafios das empresas na gestão de suas reservas hoteleiras.

Uma das questões levantadas diz respeito à fragmentação do mercado e à consolidação das redes hoteleiras, o que impacta na flexibilidade das regras e tarifas negociadas. “Uma grande rede hoteleira anunciou recentemente que deixará mais rígidas as regras de flexibilidade tarifária para os viajantes corporativos. É um desafio para as empresas lidarem com um mercado pulverizado e complexo”, enfatiza Ragge.

O controle dos gestores de viagens sobre os gastos incorridos também foi destacado pelo CEO da HRS. O executivo afirma: “Se as grandes empresas globais tiverem hoje cerca de 60% de seus gastos com hotéis sob controle, pode-se dizer que é um bom índice. As reservas ‘maverick’, que são aquelas feitas fora da política corporativa das empresas, ficam fora do radar dos gestores e são difíceis de serem computadas”, afirmou. Segundo o executivo, isso ainda acontece muito na Europa, o que comprova que há muito espaço para melhorias na gestão, mas também na otimização do controle de gastos.

Outro desafio enfatizado por Tobias refere-se à segurança dos viajantes e a lista de cuidados que as empresas devem ter para garantir que tudo sairá conforme o planejado. “Nesses tempos de terrorismo e questões de insegurança mundo afora esse tema é ainda mais importante. Antigamente, só era possível saber de onde e para onde o passageiro voou. Hoje, com a tecnologia, é possível ter dados em tempo real e até mesmo saber em que hotel a pessoa está”, disse. E mais, se os gestores não sabem onde os viajantes estão, não terão como ajudá-los em momentos críticos. A necessidade de investir em sistemas que possibilitem esse rastreamento é fundamental.

Saindo do tema segurança e partindo para investimentos, Tobias Ragge informou que, mesmo com os altos investimentos das redes hoteleiras para driblar as baixas margens de lucro – para exemplificar, ele menciona a entrada dos grupos chineses no mercado global – e reforça que as redes representam apenas 24% da oferta mundial da hotelaria, sendo que a maior fatia (76%) é formada pelos hotéis independentes. “Os dados mostram que ainda há espaço para mais consolidação das redes hoteleiras”, destaca.

Ao finalizar a entrevista, o executivo deu dicas para gestores e compradores de viagens: “É preciso pensar na terceirização da gestão dos programas de viagens, deixar que especialistas cuidem mais taticamente e operacionalmente do trabalho, que otimizem os processos e os ajustem dinamicamente para que os gestores pensem na estratégia, coordenem o projeto, revisem os dados e relatórios mensalmente e cobrem os resultados dos fornecedores para que as políticas e programas de viagens corporativas sejam atualizadas e estejam de acordo com as suas necessidades. ”

O vídeo com a entrevista completa (em inglês) está disponível através do link: goo.gl/5s1KHg.

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