Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018
Corporativo
Como preservar sua reputação nas redes sociais
Imagem do Artigo: Como preservar sua reputação nas redes sociais

Em tempos de conexão e interatividade 24 horas por dia, as empresas precisam estar mais do que nunca atentas para os pontos vulneráveis que as redes sociais apresentam para a imagem de suas marcas. Se por um lado, as organizações podem se utilizar desses canais para divulgar seus produtos e serviços, por outro elas precisam estar cientes de que o diálogo ali é diferente.

 

No ponto de vista de Ana Luisa de Castro Almeida, diretora do Reputation Institute e especialista no assunto da Rede de Repensadores, esse é um tema muito novo e as empresas ainda estão aprendendo a lidar com as diferentes situações. “Trata-se de um canal onde a voz e a opinião de todos têm o mesmo peso e as organizações precisam estar cientes de que são apenas um dos interlocutores. Tudo o que dizem pode ser reverberado de acordo com as interpretações de cada pessoa”, afirma.

 

Além disso, nas redes sociais, não há ocultamento. Tudo é visível, compartilhado, integrado, viral. Na lógica das redes tudo o que surge conecta dispositivos, dados, pessoas, organizações, movimentos sociais numa única teia de comunicação que envolve tudo e todos. Essa nova dinâmica favorece as articulações e o engajamento de usuários sobre determinados temas ou causas e, dessa forma, as informações geradas possuem grande potencial mobilizador. Um post pode favorecer a cooperação ou a solidariedade. Pode também denunciar uma irregularidade, um comportamento antiético. Pode engajar e mobilizar indivíduos em campanhas sociais, partidárias e movimentos sociais.

 

E quem pensa que a conversa nas redes fica por lá, engana-se. Ana Luisa alerta que hoje em dia não existe mais o limite entre o on-line e off-line. Então, as empresas precisam ser mais efetivas nas redes sociais. “Entender em que condições esses processos ocorrem e quais os seus impactos sociais nos levam a questionar o potencial e os riscos que uma imagem, uma mensagem, um post, um compartilhamento, um clique ou um acesso podem gerar”, explica Ana Luisa. Nesse novo contexto, é comum que haja o julgamento de atitudes e posicionamentos de indivíduos públicos ou anônimos, empresas, produtos, marcas, movimentos e causas que podem reforçar sua credibilidade, legitimidade e reputação ou destruí-las. Com a rápida disseminação de informação nas redes sociais, pessoas e organizações são julgadas primeiramente pela opinião pública e depois, quando for o caso, pela justiça.

 

Por isso, é fundamental que as empresas orientem adequadamente seus colaboradores. “A sociedade está se comunicando de uma maneira diferente e mais rapidamente e, nesse sentido, a linguagem das organizações ainda é muito arrogante e prepotente. De maneira geral, as empresas acham que elas sabem o que é melhor para a sociedade”, explica Ana Luisa. Para a especialista em reputação, esse ainda é um momento de aprendizado onde as empresas precisam entender que as ressignificações acontecem o tempo todo e é preciso aprender a lidar com essas situações. “Apresentar as regras como um manual de conduta é premissa para as corporações atualmente. É importante informar aos colaboradores o que é permitido e o que deve ser evitado em se tratando do uso de marcas, produtos e instalações em fotos, vídeos e posts”, orienta.

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