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É chato, mas necessário

Por que temos que voltar a poltrona para a posição vertical em pousos e decolagens? Por que temos que colocar a máscara de oxigênio em nós antes de auxiliarmos crianças? Por que as luzes são diminuídas no começo e no fim dos voos noturnos? O blog pesquisou e responde sobre essas e outras “chatices” que os passageiros precisam seguir dentro do avião.

“Para maior conforto e segurança, as luzes da cabine serão reduzidas”. Quem já pegou um voo noturno certamente ouviu essa frase. Mas por que a iluminação tem que ser menor em pousos e decolagens à noite? Você sabe por que temos que voltar a poltrona para a posição vertical no começo e no fim da viagem? Que diferença o posicionamento do meu corpo fará dentro de um avião daquele tamanho? E em relação à mesinha, por que não podemos usá-la durante todo o trajeto?

Ao contrário do que possamos pensar, essas regrinhas não são chatices impostas pelas companhias aéreas. As normas realmente trazem mais segurança – e bem-estar –, e são regulamentadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), com o respaldo das companhias e fabricantes de aeronaves. Mais do que isso! Elas cumprem requisitos de segurança da International Civil Aviation Organization (ICAO) e International Air Transport Association (IATA).

Ok, sabemos que é uma exigência internacional. Mas e os porquês de tudo isso? Bom… a redução da iluminação é para que os comissários de bordo visualizem o exterior da aeronave com clareza, caso haja uma situação adversa em que seja preciso evacuação. Quando ligadas, as luzes de dentro do avião refletem nos revestimentos das janelas e viram espelhos que podem impedir que a tripulação enxergue possíveis obstáculos no local do pouso, como fogo, água ou um penhasco. Assim, os passageiros podem ser orientados sobre a melhor saída de emergência. A mesma lógica serve para as persianas das janelas, que devem estar levantadas nos pousos e decolagens, mesmo que seja dia.


Já em relação à poltrona
, a questão é de saúde mesmo. Quando o avião pousa ou decola, há maior aceleração ou desaceleração. Esses movimentos causam pressão em nosso corpo, gerando desconforto e até lesões. E quanto maior a inclinação, maior a pressão. Por isso é recomendado que o viajante fique na posição mais vertical possível.

Mas e o fechamento da mesinha?Vamos combinar que essas regras não foram criadas para quem tem (muito!) trabalho a fazer e aproveita o tempo de voo para isso, não é mesmo? A mesinha é essencial para apoiarmos o laptop, tablet, caderno e afins. Sem falar nas mamães e papais que a usam como suporte para todas as parafernálias que uma criança precisa ter por perto.

Certo, querido, mas você já parou para pensar que a mesinha pode se tornar uma arma em caso de pouso de emergência em pista com obstáculos? Pois é justamente por isso que temos que fechá-la. Numa eventual desaceleração brusca, somos projetados para frente, mesmo com o cinto, podendo machucar nosso corpo. Além disso, no caso de uma evacuação forçada, a mesinha pode atrapalhar os passageiros a saírem do avião com rapidez e segurança.

Em meio a essas regras chatinhas, convenhamos, mas extremamente necessárias, ainda temos a máscara de oxigênio, que “cairá sobre nossas cabeças em caso de despressurização da cabine”. A pergunta que provavelmente muita gente faz a si mesmo sempre que recebe as orientações na decolagem: por que temos que colocá-la em nós antes de auxiliarmos crianças ou pessoas com dificuldades? Você que é pai, mãe, avó, avô, madrinha, padrinho, tia ou tio conseguiria não priorizar seu ente querido? É meio instintivo proteger a “cria”. Pois bem, emocional à parte, a instrução faz todo sentido. Precisamos garantir a nossa respiração e integridade física, para termos condições de ajudar os pequenos ou alguém com dificuldades. Afinal, se não estivermos bem, como cuidaremos do outro, não é mesmo?

ELETRÔNICOS

Outra coisa que incomoda bastante o passageiro é ter quedesligar o celular ou qualquer outro aparelho eletrônico em determinados momentos do voo. Mas você sabia que desde outubro isso mudou? A Anac liberou o uso de eletrônicos portáteis durante todas as etapas da viagem de avião, inclusive no pouso e decolagem. A única exigência é que o viajante respeite regras de segurança, como acionar o modo avião e manter o bluetooth e o wi-fi desligados. Os aparelhos podem ser utilizados em aviões que passaram por testes ou avaliações específicos sobre a imunidade à interferência dos dispositivos portáteis. No entanto, cabe às companhias aéreas solicitar permissão à Anac para liberar o uso dos equipamentos. As empresas devem apresentar documentação com avaliação de risco.

OBSERVAÇÃO: As normas comentadas neste post também podem ser conhecidas nos cartões de instrução que ficam guardados nos bolsões das poltronas das aeronaves.

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