Sexta-feira, 19 de Outubro de 2018
Corporativo
Indústria de distribuição de viagens subestima velocidade e dimensão da revolução do consumo
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De acordo com um novo estudo realizado pela London School of Economics, gatekeepers (“guardiões”), grandes metasearch de viagens e inteligência artificial podem desencadear uma revolução na indústria de distribuição de viagens.

 

De acordo com um novo estudo independente divulgado hoje pela London School of Economics, a inteligência artificial, realidade virtual e o uso de tecnologias portáteis podem mudar drasticamente a indústria de distribuição de viagens como a conhecemos nos próximos 10 anos.

Paralelamente, as pressões da indústria e dos consumidores vão gerar maior complexidade, tanto em termos de conteúdo como de tecnologia e, em um cenário onde os clientes esperam mais personalização durante toda a sua experiência de viagem, as tecnologias que proporcionam a diferenciação entre os serviços e as tarifas aéreas serão cada vez mais sofisticadas. Além disso, observa o estudo da LSE, aqueles players que não são capazes de inovar a uma velocidade suficiente para se adaptar a essas mudanças perderão oportunidades de crescimento.

Estas são apenas algumas das possíveis “futuras possibilidades” identificadas no estudo “Travel distribution: the end of the world as we know it?” encomendado pela Amadeus para a LSE. O relatório proporciona à indústria um quadro comparativo confiável e objetivo, recomendando seis áreas de cooperação aplicáveis a toda a indústria:
Ø  As expectativas dos consumidores referentes ao varejo serão rapidamente propagadas para a indústria de distribuição de viagens, obrigando esses últimos players a responderem a elas por meio de amplas colaborações que permitam a agregação, o processamento e o aproveitamento dos macrodados gerados por eles. Caso contrário, a explosão da complexidade e da diferenciação de serviços no curto prazo poderá causar confusão entre os consumidores.

Ø  O papel dos gatekeepers (“guardiões”) – os gigantes da computação com interfaces de consumidores de primeiro nível –continuará aumentando dentro da indústria de distribuição de viagens, particularmente por meio da utilização de assistentes virtuais, tecnologias de pagamento e soluções de integração em redes sociais.

Ø  É muito provável que o tamanho e o poder dos “grandes metasearch híbridos de viagens “ (agências online com marcas de alcance global e escopo de metasearch) continuem crescendo. Por isso, a sua influência sobre a cadeia de distribuição vai aumentar graças à possibilidade de negociar melhores conteúdos e condições, sem deixar de receber comissões.

Ø  O escopo da distribuição de viagens está rapidamente se tornando uma indústria tecnológica. Portanto, seus modelos de negócios vão exigir uma abordagem mais estratégica, que reconheça a capacidade de criação de valor das diferentes tecnologias disponíveis na indústria.

Ø  Para evitar confundir os consumidores e perder oportunidades, a distribuição industrial deverá deixar para trás o paradigma de acordos e relações contratuais bilaterais. Além disso, os modelos de negócios na área de distribuição deverão evoluir para incluir mais inovação compartilhada, cultura de experimentação e as parcerias entre as indústrias.

Ø  As plataformas de economia compartilhadas continuarão criando novos mercados e corroendo as participações daqueles provedores e segmentos com funções de intermediação. Isso vai forçar a indústria a se adaptar a esta mudança de mercado e acompanhar de perto o impacto da regulamentação sobre a concorrência nas diferentes regiões, à medida em que os órgãos regulatórios legislam este novo ambiente.

Em relação ao estudo, Dr. Graham Floater, diretor da Seneca | diretor da EGC London School of Economics e um dos autores do relatório, disse: “A indústria de distribuição de viagens está no limiar de um período de mudanças sem precedentes, motivado pelas novas expectativas dos consumidores, os avanços nas tecnologias para análise de dados e a difusão das linhas tradicionais que dividiam as áreas de operação de seus diferentes players. Nosso relatório identifica os fatores que provavelmente darão forma a esta área no futuro e identifica oito possibilidades futuras a partir das quais o setor pode ser desenvolvido ao longo da próxima década.”

Questionado sobre a natureza da distribuição de viagens no relatório, Kenny Jacobs, CMO da Ryanair, disse: “Todos nós analisamos o nosso segmento da indústria do nosso próprio ponto de vista, sem necessariamente olharmos para os consumidores. Em vez disso, há 25 anos a indústria de varejo está muito mais orientada aos clientes, e eu acredito que a nossa área poderia aprender muito com eles no que diz respeito à abertura e identificação das melhores soluções para os consumidores”.

Referindo-se ao estudo, Holger Taubmann, SVP de Distribuição da Amadeus, disse: “Nós pedimos para a London School of Economics uma análise imparcial, acadêmica e independente da indústria de distribuição de viagens, visando estimular o debate sobre o nosso futuro na indústria, e acredito que o relatório oferece uma contribuição importante para a nossa compreensão de como as expectativas dos consumidores, as novas tecnologias e a mudança nas dinâmicas do mercado vão determinar a nossa evolução”.

Para baixar o relatório, clique aqui.

Sobre o relatório

Os dados utilizados no relatório foram obtidos de cinco fontes principais: bibliografia específica, entrevistas, análise de dados e duas entrevistas com a indústria. Embora na análise bibliográfica tenham sido consultadas 1.410 fontes, a pesquisa recebeu 377 respostas da indústria de distribuição consolidada de viagens e outras 18 de companhias aéreas internacionais.

O levantamento pela prestigiada instituição de Londres incluiu uma série de entrevistas com 37 especialistas de diferentes segmentos da indústria de distribuição de viagens, incluindo altos executivos do Google e Facebook; Greg Schulze, vice-presidente sênior de Estratégia Comercial e Serviços da Expedia; e Kenny Jacobs, Chief Marketing Officer da Ryanair, entre outros.

O relatório foi encomendado pela Amadeus por meio da LSE Consulting, uma empresa constituída pela London School of Economics and Political Science, com o objetivo de permitir e facilitar a aplicação de seu conhecimento acadêmico e recursos intelectuais.

Sobre a London School of Economics

A London School of Economics and Political Science (LSE), uma das instituições mais importantes do mundo no campo das ciências sociais, é uma universidade especializada, com abrangência internacional, alunos e funcionários de todos os cantos do globo. Sua atividade de pesquisa e ensino abrange toda a gama das ciências sociais, que vão desde economia, política e direito à sociologia, antropologia, contabilidade e finanças. Desde a sua fundação em 1895, a LSE possui um excelente histórico de excelência acadêmica na qual se destacam 16 prêmios Nobel, tanto de professores e pesquisadores como de alunos.

Sobre a Amadeus

A Amadeus fornece avançadas soluções em tecnologia para a indústria global de viagens. Os clientes atendidos incluem provedores de viagens (companhias aéreas, hotéis, companhias de trem, operadores de ferry, etc.), distribuidores de produtos de viagens (agências e portais de viagens), e compradores de viagens (empresas e companhias de gestão de viagens).

Para mais informações sobre a Amadeus, acesse www.amadeus.com, e para obter mais informações sobre a indústria de viagens siga-nos em:
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