Quarta-feira, 18 de Julho de 2018
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Mais de 1.200 importadores visitaram a Francal 2015
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Dólar favorável para a exportação, recuperação econômica de mercados importantes como os Estados Unidos, implantação do Plano Nacional de Exportações pelo Governo Federal. Somados à retração do varejo nacional no primeiro semestre, todos estes fatores fazem com que a indústria brasileira de calçados enxergue o mercado externo como a melhor saída para o atual momento de instabilidade.

A 47ª edição da FRANCAL – Feira Internacional da Moda em Calçados e Acessórios, encerrada no dia 9 de julho em São Paulo, buscou atender a esta demanda do setor e realizou uma série de ações para incrementar a visitação internacional. Resultado: 1.205 importadores de 64 países vieram à feira para fazer negócios com os fabricantes brasileiros.

Abdala Jamil Abdala, presidente da FRANCAL, lembra que já no final de 2014 o mercado começou a sinalizar para a necessidade de focar no mercado externo, o que levou a feira brasileira a subsidiar a estadia de parte destes importadores e aumentar a divulgação em importantes praças do continente europeu. “Nossa estratégia se mostrou acertada e trouxe bom resultado, com negócios realizados com expositores de todos os portes”, avalia.

 

Recuperação

O mês de junho deu os primeiros sinais de recuperação das exportações brasileiras de calçados. Foram embarcados 8,25 milhões de pares, que geraram US$ 78,5 milhões – o que representa crescimento de 4,2% em dólares na comparação com o mesmo mês de 2014.

Para o presidente-executivo da Abicalçados, Heitor Klein, o resultado demonstra uma gradual retomada do nível de embarques, recuperação que deve ser acentuada durante o segundo semestre com a participação de empresas brasileiras nas feiras internacionais GDS (Alemanha), theMicam (Itália) e FN Platform (EUA).

“Na Francal já sentimos um ânimo diferente para o mercado externo”, comenta o executivo. Segundo ele, o dólar valorizado e as medidas de garantias para o financiamento à exportação, desburocratização de processos e a manutenção do Reintegra dão um novo horizonte para os exportadores. “Pelas quedas consecutivas no início do ano, não acreditamos em incremento até dezembro, porém a recuperação no segundo semestre pode fazer com que, ao menos, empatemos com o resultado do ano passado (US$ 1 bilhão) ”, projeta.

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