Quinta-feira, 18 de Outubro de 2018
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Mesa Redonda realizada durante ABAV discute legado da Rio-2016
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Com moderação do presidente da ABAV Nacional, Edmar Bull, o debate reuniu nomes de peso do turismo nacional que tiveram papéis relevantes no contexto de megaevento, realizado no Rio de Janeiro. Da mesa participaram Jun Alex Yamamoto (MTur); Vinícius Lummertz (Embratur); Nilo Félix (Fornatur); Manuel Gama (FOHB) e Paulo Kakinoff (Gol). Em resposta ao tema “O legado da Olimpíada Rio 2016: uma oportunidade perdida ou uma grande oportunidade para o turismo do Brasil?”, os debatedores concordaram, integralmente, num ponto: o Rio de Janeiro herda do megaevento os equipamentos remanescentes, visto como legado positivo que, com o tempo, será transformado em solução e vetor de desenvolvimento turístico local.

Manuel Gama lembrou que o número de apartamentos do receptivo carioca dobrou, saltando de 29 mil para 60 mil unidades habitacionais. “Temos de trabalhar em conjunto com a Embratur e a iniciativa privada, pensando na perspectiva real de que o Brasil vai sair da crise e voltará a crescer. O legado do Rio será fundamental para se conciliar turismo de lazer e de negócios, numa escala muito maior”. Lembrou que a Olimpíada teve de enfrentar uma conjuntura econômica e política desfavorável e o desafio foi vencido.

Paulo Kakinoff afirmou que “a Gol acredita no potencial do Rio de Janeiro. Hoje é o nosso segundo ‘hub’ mais importante. Os investimentos feitos vão ser essenciais para atrair mais turistas para a cidade”. Diz que, no seu ponto de vista, o Rio foi muito bem vendido, a despeito de um certo ceticismo da mídia e do brasileiro em geral sobre o sucesso do evento.

Por sua vez, o secretário do Turismo do Estado do Rio de Janeiro e presidente do Fornatur, Nilo Félix, disse que a cidade ganhou todas as condições para receber um número muito maior de turistas a lazer e a negócios. “Temos que lutar pela liberação do visto de entrada de turistas estrangeiros no Brasil e, ao mesmo tempo, colocar a cidade do Rio de Janeiro na prateleira das agências de viagens”.

O presidente da Embratur, Vinicius Lummertz, afirmou que “hoje o Rio tem um potencial turístico triplicado. O megaevento rejuvenesceu o produto turístico carioca, que havia envelhecido. O Rio, do ponto de vista turístico, foi repaginado”. No entanto, assinalou que o Estado enfrenta questões de macroeconomia, relacionadas com a queda de ativos como os de derivados de petróleo. “O fato é que o país já gastou recursos para realizar a Olimpíada – agora temos de saber usar o legado”, pondera. Acrescentou que é necessário apoio governamental e que os políticos precisam entender, melhor, o significado do turismo para alavancar a economia do país. Isso exige um discurso novo.

O diretor do MTur, Jun Alex Yamamoto, sentenciou que “o mundo aprendeu que o Brasil é capaz de realizar grandes eventos. Também mudou a percepção sobre o nosso país, descartando velhos estereótipos para levar em conta, por exemplo, que somos uma grande indústria aeronáutica”. Para ele, ao vencermos o desafio político, os entraves econômicos também serão superados.

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