Terça-feira, 16 de Outubro de 2018
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PayPal apresenta pesquisas sobre os hábitos dos viajantes brasileiros
Imagem do Artigo: PayPal apresenta pesquisas sobre os hábitos dos viajantes brasileiros

Em reunião com a imprensa na última semana, a PayPal – plataforma de pagamentos digitais com 237 milhões de contas ativas em 200 mercados em todo o mundo, e receitas de US 13,06 bilhões em 2017, apresentou duas pesquisas sobre os hábitos dos brasileiros antes, durante e depois das suas viagens, com relação a fontes de informação sobre produtos e serviços turísticos, duração das viagens, compra de passagens, hospedagem e, claro, meios de pagamento utilizados.

O primeiro estudo, conduzido pela MindMiners e realizado 100% online com turistas brasileiros das classes ABC e de todas as regiões do país durante o mês de maio de 2018, revela que 94% dos brasileiros usam o smartphone ao buscar informação sobre passagens e hospedagem para a época de férias. Mostra ainda que 64% dos entrevistados preferem contratar serviços diretamente pela internet. Passagens e hospedagem seguidos por alimentação no local e passeios são os itens mais contratados online, o que está longe de ser uma boa notícia para o trade (embora cerca de 35% dos viajantes tenha declarado também que vão fisicamente a lojas de operadoras quando pesquisam sobre viagens).

Outras revelações da pesquisa ajudam a criar um panorama dos hábitos e costumes do viajante brasileiro: como turistas, 81% dos brasileiros ficam em média 7 dias de papo pro ar (pacotes semanais?). Quanto aos meios de pagamento utilizados o estudo constata o óbvio: cartão de crédito ainda é o meio preferido pela grande maioria, sobretudo para compras parceladas, embora as carteiras digitais como a PayPal, patrocinadora da pesquisa, sejam uma opção em ascensão: 51% dos entrevistados já as utilizaram ou estão propensos a fazê-lo.

Amigos e familiares continuam sendo uma fonte de informação confiável para 37% do público, em relação a que passeios fazer no destino. Quando a informação é mais técnica ou complexa (passagens, hospedagem, traslados) esse índice cai para até 11%.

Um dado que chama a atenção, mas nem tanto se considerarmos a forma como o brasileiro trata esse assunto de forma geral, é que apenas 28% contratam um seguro viagem para destinos nacionais, índice que sobre um pouco nas viagens ao exterior: 34%.

A pesquisa apresentou também dados sobre preferências de tipo de hospedagem, com 78% ainda a favor dos hotéis. Quando o assunto é transporte e mobilidade 66% de preferência é para o transporte privado, percentual puxado obviamente pelos aplicativos como Uber, Cabify e assemelhados.

O segundo estudo, realizado e apresentado pela BigData Corp. – empresa brasileira que opera um dos maiores processos de coleta e estruturação de dados do mundo, capturando e tratando informações de mais de 700 milhões de sites globalmente (21 milhões no Brasil) – mostra que o País tem perto de 340 mil sites dedicados ao turismo, boa parte deles já estruturada para o chamado mobile commerce.

Esse número, que é quase o dobro do verificado há dois anos, revela que o número de estabelecimentos online de produtos e serviços de turismo no país quase duplicou em dois anos alcançando a expressiva fatia de 9,58% do total do e-commerce brasileiro (em 2016 eram 5,03% do total). Os pequenos sites de turismo, com visitação inferior a 10 mil acessos mensais, representam 94,49% do segmento, sendo que desses 41,03% são blogs.

Seguindo uma tendência geral do e-commerce 72,64% dos sites também já adotam a responsividade como tecnologia básica (em 2016 esse índice não passava de 13,5%), funcionando bem em qualquer tipo de tela ou device do usuário.

Um aspecto da maior importância, que recebeu maior atenção das lojas online nos últimos dois anos, é a segurança. Hoje, 85,64% do total de sites do setor conta com a camada de segurança SSL – em 2016 eram 61,46%. Acima da média do e-commerce nacional, onde o SSL – Secure Socket Layer, padrão global em tecnologia de segurança, está presente em 74,17% dos sites.

Curioso notar que os e-commerce do segmento – em sua maioria, ou 78,05% – vendem até dez produtos, sendo que o preço médio das ofertas comercializadas está abaixo de R$ 100, com a opção de pagamento online via carteiras digitais como PayPal também crescendo. Facebook e Youtube são as redes sociais preferidas pelos e-commerce do segmento para divulgar suas ofertas.

São Paulo concentra a maior parte dos sites e blogs do segmento: 52,63% estão no Estado, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro. Para Thoran Rodrigues, CEO da BigData Corp. “o segmento de turismo é menos concentrado em São Paulo do que o restante do e-commerce brasileiro. Enquanto nas demais lojas online brasileiras, perto de 62% estão em São Paulo, no caso deste setor, pelo fato de pousadas, passeios e outros serviços semelhantes serem locais (e, portanto, terem seus sites locais), o peso de São Paulo fica diluído, com nove pontos percentuais a menos, ou 53%”.

O que fica claro nas duas pesquisas apresentadas pela PayPal é a grande influência da tecnologia na busca, seleção, contratação e pagamento de produtos e serviços turísticos. Thiago Chueiri, diretor de desenvolvimento de Negócios da PayPal, afirma que “os equipamentos móveis se mostram os melhores amigos do turista que quer facilidade e segurança na hora de viajar de férias.” Nesse mesmo sentido, Adriele de Freitas Lima, uma das responsáveis pela condução da pesquisa da MindMiners, afirma: “Na era da informação, em que o consumidor tem resposta às suas dúvidas na ponta dos dedos, a tendência é que ele dependa cada vez menos das marcas para educá-lo na jornada de compra…” Isso não significa, na opinião da pesquisadora, um distanciamento das marcas no processo, já que elas surgem como facilitadoras na enxurrada de informações e podem estabelecer uma relação com os consumidores informados, mas muitas vezes carentes de uma aproximação neste meio.

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