Sexta-feira, 19 de Outubro de 2018
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Rotas aéreas brasileiras poderão ter redução anual de até 50 mil km
Imagem do Artigo: Rotas aéreas brasileiras poderão ter redução anual de até 50 mil km

As rotas aéreas poderão ter uma redução anual de aproximadamente 50 mil quilômetros (Km) em todo o percurso realizado pelas aeronaves, após o Instituto de Cartografia da Aeronáutica (ICA) ter publicado 69 novas cartas aeronáuticas que começam a ser utilizadas em voos domésticos e internacionais. Com isso, até o fim de abril, 180 rotas de todo o país passarão por alterações em seu traçado para otimizar o fluxo do tráfego aéreo.

A diminuição de 50 mil Km equivale a 60 voos a menos por mês, levando em conta a média mensal de mais de 64,5 milhões de Km voados em 2013 e a etapa média de 825 Km no mesmo período, segundo o Panorama ABEAR. A redução dessas distâncias vai gerar impactos positivos relacionados ao consumo de querosene, emissões de gases e tempo de voo. Os resultados desse trabalho devem começar a surtir efeito na indústria a partir de seis meses da entrada em vigor das novas cartas.

O ganho para a sociedade virá por meio de rotas aéreas mais curtas, com menor consumo de querosene de aviação e emissão de gases poluentes, como resultado do uso crescente das tecnologias via satélite, por meio da Navegação Baseada em Performance (PBN na sigla em inglês), em implantação no Brasil desde o final da década passada.

A iniciativa do ICA é resultado de um esforço conjunto entre a Associação Brasileira das Empresas Aéreas – (ABEAR – AVIANCA, AZUL, GOL e TAM), IATA e Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA).

Até a publicação das cartas aeronáuticas, cada novo trajeto foi atualizado no banco de rotas do órgão de controle do espaço aéreo. Depois disso, o resultado foi compartilhado com as companhias aéreas para atualização das informações dos computadores de suas aeronaves e dos seus manuais de navegação.

“A alteração não é um processo demorado, mas é preciso tempo suficiente para que as companhias possam realizar as devidas programações nos computadores das aeronaves”, disse Paulo Roberto Alonso, consultor técnico da ABEAR. Segundo ele, com os novos dados incluídos nos sistemas dos aviões, o reconhecimento das aerovias é feito automaticamente, como se fosse uma atualização de dados de um GPS.

Source:: Revista Pelo Mundo – Pelo Trade

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