Segunda-feira, 22 de Outubro de 2018
Destinos
Workshop promovido pelo EScvb mostra competitividade do Espírito Santo
Imagem do Artigo: Workshop promovido pelo EScvb mostra competitividade do Espírito Santo

por João Zuccaratto

Bruno Omori, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado de São Paulo — ABIH-SP, mostra caminhos para tornar o Estado do Espírito Belo e Santo um destino de turismo competitivo: “Aproveitem a excelência já alcançada em outros segmentos” — resume.

 

Bruno Omori: “Atendimento de qualidade é base principal”

 

Bruno Omori: “É milagre alcançar sucesso com muitas variáveis tendendo a negativo”

“Demandas do turista merecedoras de atendimento de qualidade: qualidade de vida, concretização de negócios, degustação de gastronomia diferenciada, imersão em cultura, integração com pessoas diferentes, realização de sonhos, experiências diferenciadas…”

 

Como identificar os desafios que o Estado do Espírito Belo e Santo precisa vencer para se tornar, realmente, um destino de turismo de destaque em todo o Brasil, e até mesmo fora dele? E, conhecendo-os, que atitudes tomar frente a eles? Um profissional dos mais experientes do País neste setor, Bruno Omori, trouxe à luz suas sugestões, assentadas num atendimento de qualidade, capaz de atender plenamente as demandas do visitante.

E resumiu algumas delas, a partir da experiência de empreendedor do segmento, além de, atualmente, exercer o cargo de presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado de São Paulo — ABIH-SP: busca por qualidade de vida, concretização de negócios, degustação de gastronomia diferenciada, imersão em cultura, integração com pessoas de outras áreas, realização de sonhos, viver experiências diferenciadas…

 

Bruno Omori: “É milagre alcançar sucesso com muitas variáveis tendendo a negativo”

Bruno Omori, também membro da Academia Brasileira de Classificação dos Meios de Hospedagem, bateu na velha tecla da divulgação e promoção dos potenciais do Estado do Espírito Santo. Ressaltou a falta de continuidade neste processo. “É um anda e para.”

 

Bruno Omori: “A realidade do negócio turismo é bem dura”

 

Bruno Omori deu importância, também, para as características peculiares do negócio do turismo, tais como ser altamente perecível, completamente inseparável (não podendo ser transportado, por exemplo), demanda instável, estocagem impossível, exigir parcerias, preços variáveis, sazonalidades constantes e total intangibilidade. “Esta é a realidade e é em cima dela que estudos e planejamentos precisam estar bem equilibrados” — revelou.

Ao mesmo tempo em que se busca, na base, profissionais capazes de padronizar atitudes de bom senso e cortesia, no topo as associações de classe, entidades do setor, instâncias de governança, gestores públicos e empreendedores privados precisam atuar de modo integrado. “Políticas, premissas, diretrizes, diagnósticos, projetos, produtos, serviços… Tudo deve apontar na mesma direção. Caso contrário, fortes rupturas são inevitáveis.”

Bruno Omori defende o desenvolvimento de um ambiente bem expresso numa citação de Henry Ford: “Você pode tirar de mim as minhas fábricas e até mesmo queimar meus prédios. Mas, se deixar meu pessoal, construirei outra vez meu negócio.” Ou seja: unir o material com o imaterial de uma forma em que o segundo seja mais significativo que o primeiro, pois só estes são capazes de fazer a diferença entre o comum e o incomum.

— Para alcançar excelência em turismo, o Estado do Espírito Santo precisa trazer para esta atividade e mesma excelência alcançada em outros setores: atendimento offshore, beneficiamento do minério de ferro, celulose de fibra curta, logística integrada, café com qualidade, responsabilidade fiscal, rochas ornamentais, serviços portuários… Vocês são ótimos em muitos setores. Então, por que não serem ótimos também em turismo?

 

Bruno Omori: “É milagre alcançar sucesso com muitas variáveis tendendo a negativo”

“O Estado do Espírito Santo precisa trazer para o turismo a mesma excelência alcançada em atendimento off shore, beneficiamento do minério de ferro, celulose de fibra curta, logística integrada, qualidade do café, responsabilidade fiscal, rochas ornamentais…”

 

Bruno Omori: “Soluções criativas resolvem a falta de recursos”

 

Bruno Omori, também membro da Academia Brasileira de Classificação dos Meios de Hospedagem, bateu na velha tecla da divulgação e promoção dos potenciais do Estado do Espírito Santo. Ressaltou a falta de continuidade neste processo. “É um anda e para. Entram na mídia por pouco tempo e somem por longo período. Não se constrói imagem assim. Tem de haver constância, tanto de conceitos como de investimentos” — revelou.

Mas reconheceu a dificuldade de se desenvolver uma programação continuada frente à carência constante de recursos. Para fazer frente a este obstáculo, a saída está em buscar soluções criativas a partir do mais amplo conhecimento das próprias potencialidades. E um dos caminhos capazes de fornecer este embasamento está no Plano Estratégico para o Turismo, com visão para as próximas duas décadas, com renovação a cada cinco anos.

— Na minha concepção, um Plano Estratégico deve ser construído de baixo para cima. Ele começa no Município. Numa segunda etapa, agrega segundo a regionalização à qual pertence o Município. Sei que vocês já têm 10 regiões estruturadas. Falta apenas fazer a coisa andar. Na terceira e última fase, consolida-se o Estado. O documento final reunirá três níveis de objetivos: global, regional e local. Aí, é questão de fazer o dever de casa.

Bruno Omori aproveita mais uma citação para concluir esta parte de sua argumentação. Criada por Alberto Saraiva, foi extraída do livro “Os mandamentos da lucratividade”. E expressa a importância de se conhecer os mercados: “Você não pode enxergar através da parede, e nem precisa, mas necessita saber o que existe do outro lado.” Um bom Plano Estratégico permitir caminhar com segurança mesmo sem conhecer o caminho.

 

Bruno Omori: “É milagre alcançar sucesso com muitas variáveis tendendo a negativo”

“Um Plano Estratégico bem construído vem de baixo para cima. Começa no Município, agrega pela regionalização e consolida-se pelo Estado. O documento final reunirá os três níveis de objetivos: global, regional e local. Aí, é questão de fazer o dever de casa.”

 

Bruno Omori: “Mantendo-se foco, controla-se o processo”

 

Como atleta de beisebol, Bruno Omori ressalta a importância de ser 100% de foco: “O rebatedor precisa manter o olho na bola. Primeiro, para não levar bolada. Segundo, para acertá-la com o taco. Terceiro, para ver se a mandou longe, ou até mesmo para fora do estádio. Assim, vai dosa velocidade da corrida e cobre o maior número de bases até ela ser devolvida. Se ela sumir, o home run, caminha calmamente, sem desperdiçar forças.

— Investimento na promoção de turismo deve ser mais ou menos assim. Mantendo-se o foco no que se quer alcançar, controla-se o desenrolar do processo. Reage-se de acordo com a realidade: apressa-se passos ou anda-se lentamente segundo a reação do mercado. O importante é estar preparado para as duas situações, nunca sendo pego de surpresa: infraestrutura aprimorada, profissionais treinados, serviços qualificados e segue por aí.

Recuperando algumas características do turismo citada antes, Bruno Omori enfatiza: “O quarto de hotel disponível hoje não mais será vendido amanhã. Aquela paisagem única não pode ser transportada. A demanda muda ao sabor de fatos os quais não podemos controlar. Não há como estocar eventos. Se não aceito dividir, como farei parcerias? Preço é função de procura. A única coisa mais ou menos previsível é a sazonalidade.”

— Como ter sucesso num segmento com tantas variáveis tendendo para o negativo? Há uma única resposta: preparo. Voltando a usar imagens de jogo, antecipe-se aos lances como fazem os melhores jogadores de xadrez. Trabalhe o tempo todo em três tempos: curto prazo, médio prazo e longo prazo. Até parece que não, mas nada está parado. Se não percebermos o compasso desta dança vamos fazer papel de bobo no meio do salão.

 

Bruno Omori: “É milagre alcançar sucesso com muitas variáveis tendendo a negativo”

“Ter sucesso com tantas variáveis tendendo para negativo só com muito preparo. Isso permite antecipar-se aos lances, como os melhores jogadores de xadrez. Trabalhe o tempo todo em três tempos: curto prazo, médio prazo e longo prazo. Não fique parado.”

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Toni Sandro, presidente-executivo do São Paulo Convention & Visitors Bureau, expõe suas ideias para tornar o destino Estado do Espírito Belo e Santo destaque tanto dentro do Brasil quanto até mesmo fora dele. “O fundamental é a união. Potencial, você têm. Basta aproveitá-lo” — diz ele.

 

Toni Sandro: “Vocês podem ser maiores do que são em turismo”

 

 

Toni Sandro: “Turismo e negócio. E, como negócio, precisa ser tocado com eficiência”

“Turismo tornou-se fornecedor de aprendizados, afetos, experiências, vivências. Profissionais e destinos precisam explorar estes caminhos. O Estado do Espírito Santo tem potencial inesgotável para isso: cultura, gastronomia, história, natureza, povo…”

 

Como identificar os desafios que o Estado do Espírito Belo e Santo precisa vencer para se tornar, realmente, um destino de turismo de destaque em todo o Brasil, e até mesmo fora dele? E, conhecendo-os, que atitudes tomar frente a eles? Um profissional dos mais experientes do País neste setor, Toni Sandro, propôs uma saída, baseada num conjunto de estudos, planejamentos e execuções definidas em cima de três insights bem simples.

1 — Nós somos um; 2 — Eu vivo, eu curto, eu compartilho; e, 3 — Turismo é negócio. Atual presidente-executivo do São Paulo Convention & Visitors Bureau, Toni Sandro desenvolveu estas ideias em duas palestras na Cidade Presépio de Vitória: no dia 29 de março, frente a gestores da Universidade Federal do Espírito Santo — Ufes; no dia 30, perante empreendedores do setor, membros dos Poderes Públicos e demais interessados.

 

Toni Sandro: “Turismo e negócio. E, como negócio, precisa ser tocado com eficiência”

Toni Sandro, também vice-presidente da União Nacional das Entidades de Destinos — Unedestinos, fez duas palestras na Cidade Presépio de Vitória: a primeira para gestores da Universidade Federal do Espírito Santo — Ufes; a outra, para profissionais do setor

 

Toni Sandro: “Nós somos um”

 

Toni Sandro usou o conceito da Pangeia — era geológica em que todas as superfícies de terra, hoje separadas em continentes, formava um bloco único — para fundamentar seu primeiro pressuposto: Nós somos um. “O que era junto e foi separado está unido outra vez. E isso veio sendo alcançado de diversas maneiras, ao longo dos milênios: meios de transporte, formas de comunicação e, principalmente, pelas ferramentas de tecnologia.”

Numa humanidade cada vez mais uma, Toni Sandro ressalta: “A pergunta não é mais ‘Para onde você quer ir?’ e, sim, ‘O que você quer sentir?’. Turismo tornou-se atividade fornecedora de aprendizados, afetos, experiências, vivências. E, tanto os profissionais quanto os destinos precisam explorar estes novos caminhos. O Estado do Espírito Santo tem potencial inesgotável para isso: cultura, gastronomia, história, natureza, povo…”

Citando o pesquisador Louis Pasteur — “O acaso só favorece a mente preparada” —, Toni Sandro chamou atenção para a necessidade de aprimoramento constante. “Não só para o capital humano. Todo o universo envolvido precisa se reciclar 24 horas por dia, sete dias por semana. De que adianta técnicos altamente qualificados se a infraestrutura deixa a desejar? De que adianta equipamentos século XXI com serviços século XIX?”

— Peço desculpas para citar exemplo bem particular: ao falarmos com alguém sobre Cidade de Vitória, lá na Cidade de São Paulo, normalmente ouvimos um ‘Hã?’ de dúvida. Ou seja: ela não é reconhecida como deveria ser. Vocês precisam trabalhar para mudar o ‘Hã?’ para um ‘Uau!’ de surpresa. Como, com recursos escassos? Criatividade, marketing de guerrilha, redes sociais. Tornar o pouco no muito que se precisa. Só isso.”

 

Toni Sandro: “Turismo e negócio. E, como negócio, precisa ser tocado com eficiência”

“A pergunta não é mais ‘Para onde você quer ir?’ e, sim, ‘O que você quer sentir?’. Turismo tornou-se atividade fornecedora de aprendizados, afetos, experiências. O Estado do Espírito Santo tem potencial para isso: cultura, gastronomia, história…”

 

Toni Sandro: “Eu vivo, eu curto, eu compartilho”

 

Toni Sandro, também vice-presidente da União Nacional das Entidades de Destinos — Unedestinos, apoiou-se em William Shakespeare para dar início à explanação do seu segundo insight: “Em vivo, eu curto, eu compartilho.” Segundo ele, se o autor inglês vivesse agora, com certeza mudaria a redação da sua frase mais popular. Em vez de “Ser ou não ser, eis a questão”, com certeza, diria: “Curto ou não curto, eis a questão!”

— Um destino é construído bem menos por elementos herdados da natureza e muito mais pelos produtos que oferece, serviços que disponibiliza, eventos que promove e, fundamente, pelas pessoas que ali vivem, estejam envolvidas diretamente com o turismo ou não. O desafio de mobilizar este verdadeiro exército para trabalhar pelo bem-estar comum pode ser vencido com o aproveitamento criativo, inteligente, das redes sociais.

Com mais de meio século de experiência dentro da realidade brasileira, ele destacou as prioridades atuais dos gestores de nossas cidades: atendimento de saúde, disseminação da cultura, mobilidade urbana, proteção ao meio ambiente, qualidade de vida, segurança pública, universalização da educação… E enfatizou: “Infelizmente, o turismo fica nas últimas posições, apesar de contribuir para melhorar todas as outras listadas antes dele.”

— Já passou o tempo do esperar sentando por milagres. Todos os setores do turismo — aventura, cultural, ecológico, eventos, histórico, industrial, lazer, negócios, rural, saúde e por aí vai — precisam se unir e focar na criação dos seus “embaixadores do destino”. Quem são eles? Todo mudo: dos guias aos empreendedores, dos taxistas aos jornalistas, dos recepcionistas aos diretores, dos estudantes aos policiais, das crianças aos adultos.

 

Toni Sandro: “Turismo e negócio. E, como negócio, precisa ser tocado com eficiência”

“Ao falarmos sobre Cidade de Vitória, normalmente ouvimos o ‘Hã?’ da dúvida. Ela não é reconhecida como deveria ser. Vocês precisam trabalhar para transformar este ‘Hã?’ num ‘Uau!’ Como fazer isso? Criatividade, marketing de guerrilha, redes sociais”

 

Toni Sandro: “Turismo é negócio”

 

Assentado em suas vivências como membro do Conselho de Turismo do Estado de São Paulo, Conselho de Turismo do Município de São Paulo e da Academia Brasileira de Eventos e Turismo, Toni Sandro avançou ao terceiro insight — “Turismo é negócio” — afirmando: “Destinos inteligentes recebem mais visitantes porque usam o turismo como uma estratégia de desenvolvimento, criação de postos de trabalho, geração de renda…”

— Gente: turismo é negócio! Sendo negócio, deve ser tocado como eficiência. Todo visitante é importante. Mais que atendimento, merece acolhimento; mais que simpatia, merece empatia. O prazer que temos em servir precisa refletir em prazer de ser servido por aqueles que recebemos. A receita para isso? Não existe! Como bem definiu um dos grandes nomes da Grécia clássica, Heráclito: “Nada é permanente, exceto a mudança.”

De toda forma, Toni Sandro ressaltou: por mais complexo possa parecer este caminho, ele está baseado no fomento de ações geradas por verbos comuns, listados em ordem alfabética: andar, chegar, comer, comer, comprar, dormir, participar, passear, visitar, voltar… Aliás, este último é fundamental! E aqui podemos readaptar para o turismo uma fala histórica do imperador romano Júlio César: “Vim, vi, venci” em “Vim, vi, voltei.”

Toni Sandro então concluiu: “Vocês querem tornar o Estado do Espirito Santo destino destaque em turismo? Então, vou chover no molhado, porque já conhecem o conselho: mobilização! Associações classistas, entidades empresariais, instituições de governança, órgãos públicos, pessoas físicas, pessoas jurídicas… Não importa! Todos devem se unir em prol de objetivo comum, definido segundo metas possíveis de serem alcançadas.”

 

Toni Sandro: “Turismo e negócio. E, como negócio, precisa ser tocado com eficiência”

“O negócio do turismo, por mais complexo possa parecer este caminho, está baseado no fomento de ações geradas por verbos bastantes comuns, listados em ordem alfabética: andar, chegar, comer, comer, comprar, dormir, participar, passear, visitar, voltar…”

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Empresários debateram durante um ano a criação da entidade. Dos sete associados de 20 anos atrás, agora são 72, representando 11 segmentos. Em duas décadas, captou ou apoiou mais de mil eventos, trazendo para o Estado do Espírito Santo cerca de dois milhões de turistas de negócios.

 

Capixabas inovam e criam convention bureau representando todo o Estado

O Espírito Santo Convention & Visitors Bureau foi criado com a função de estimular e incrementar o fluxo turístico em todos os 78 Municípios do Estado, atraindo congressos, encontros, feiras, seminários e promoções similares, locais, nacionais ou internacionais

 

Espírito Santo Convention & Visitors Bureau: um ano de estudos

 

Em 1997, empresários começaram a se reunir com intenção de instalar um convention & visitors bureau em terras capixabas. Durante um ano, debateram e planejaram, em busca do ideal. Para auxiliar na empreitada, o então executivo do São Paulo Convention & Visitors Bureau, Eduardo Sanovicz, veio ao Estado do Espírito Belo e Santo e passou as informações necessárias para o pontapé inicial da fundação desta nova organização.

Ao mesmo tempo, o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado do Espírito Santo — Sebrae-ES teve participação fundamental na estruturação, assim como o Governo Estadual e a Prefeitura da Cidade Presépio Vitória. E aí veio novidade, talvez de âmbito mundial. Em vez de limitado a uma cidade — a capital, por exemplo —, como os seus congêneres, no ano de 1998 surge o Espírito Santo Convention & Visitors Bureau.

Como o próprio nome demonstra, foi criado com a função de estimular e incrementar o fluxo turístico em todos os 78 Municípios do Estado do Espírito Santo. Órgão de apoio e dinamização junto ao mercado e setores ligados à importante indústria do turismo — atraindo congressos, encontros, seminários e promoções similares, locais, nacionais ou internacionais —, ganhou espaço, mostrou força, conquistou apoio, realizou trabalho.

 

Espírito Santo Convention & Visitors Bureau: 20 anos de sucesso

 

Capixabas inovam e criam convention bureau representando todo o Estado

Breve, o Estado do Espírito Santo vai contar com um aeroporto de primeiro nível e este, somado à infraestrutura existente e aos atrativos turísticos disponíveis, será um fator decisivo para realizadores de outras regiões trazerem seus eventos para terras capixabas

 

Em duas décadas de atuação, granjeou tanto respeitado quanto instituições de trajetórias centenárias. Sua atuação rendeu reconhecimento pelo setor. A par das captações, conduz encontros, seminários e projetos fortalecendo e profissionalizando o segmento. Além de desenvolver reuniões para debater e planejar ações, promove relacionamento entre seus mantenedores, criando o ambiente de entrosamento e ganhos para todos os envolvidos.

Envolvimento em projetos como produtos turísticos do Estado, regionalização dos investimentos, pesquisas de fluxo e participação em feiras, além de apoio a iniciativas dos mantenedores, foram fatores decisivos para alcançar a visibilidade exibida hoje em dia pela entidade. Com profissionalismo, tornou-se concorrente de entidades similares na busca por eventos até no exterior — mesmo sem contar com equipe especializada.

Chegado o momento do Estado do Espírito Belo e Santo contar com um aeroporto de primeiro nível, infraestrutura existente e atrativos turísticos disponíveis serão decisivos para a tomada de decisão por realizadores de outras regiões. Se, mesmo sob tantos fatores negativos, o Espírito Santo Convention & Visitors Bureau alcançou excelentes resultados, o futuro apresenta-se como oportunidade para se atingir metas ambiciosas.

 

Espírito Santo Convention & Visitors Bureau: 72 associados

 

Capixabas inovam e criam convention bureau representando todo o Estado

De apenas sete associados na sua fundação, o Espírito Santo Convention & Visitors Bureau reúne agora 72, com empresas e prestadores de serviços representando 11 segmentos de atividades relacionadas à realização de eventos com profissionalismo

 

Dos sete associados fundadores — Agência de Desenvolvimento em Rede do Estado do Espírito Santo — Aderes; Banco de Desenvolvimento do Estado do Espírito Santo — Bandes; Baneses Club; Companhia Espírito-santense de Saneamento — Cesan; Espírito Santo Centrais Elétricas — Escelsa; Grupo Buaiz; e, Grupo Itapemirim —, 20 anos após são 72, agregando empresas e prestadores de serviços de 11 segmentos de atividades.

Se, em 1998, os capixabas inovaram com a entidade de abrangência para todo o Espírito Santo, oito anos após, em 2006, voltam a ser criativos, criando o Montanhas Capixabas Convention & Visitors Bureau, reunindo Municípios da bela região serrana do Estado. Este, com uma década de atuação, também já tem um significativo acervo de vitórias na atração de congressos, eventos, exposições, feiras, festas, seminários, workshops…

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Praticamente 100 anos após a criação do primeiro convention bureau no mundo surge um no Brasil. Trata-se do São Paulo Convention & Visitors Bureau, formado na capital do Estado de São Paulo. E apenas lentamente outros vão sendo abertos entidades congêneres, Brasil afora.

 

São Paulo Convention & Visitors Bureau: primeiro no Brasil

 

Apesar do primeiro Convention & Visitors Bureau do mundo ter sido criado na cidade de Detroit, nos Estados Unidos da América, em 1896, entre nós, este tipo de entidade, voltada a profissionalizar o processo de captação de eventos, é extremamente recente. Só ocorreu quase um século depois, em 1983, surgindo iniciativa concreta neste sentido. E resultou na criação do São Paulo Convention & Visitors Bureau, o primeiro do Brasil.

Os empresários paulistas sobressaíram-se aos seus colegas do Estado do Rio de Janeiro, pois as conversas iniciais sobre o tema aconteceram na capital fluminense. Aristides de la Plata Cury, pioneiro do setor e executivo da entidade paulista, diz que as discussões, infrutíferas nos primeiros momentos, foram influenciadas por dois fatores. O primeiro era que a sede da Empresa Brasileira de Turismo — Embratur ficava em terras cariocas.

O outro, talvez até mais importante que o primeiro, veio do empenho da Viação Aérea Rio-grandense — a então portentosa Varig, muito interessada na ampliação do fluxo de visitantes estrangeiros. Ele ressalta que, naquele período, ela detinha a exclusividade das rotas internacionais entre as empresas de capital nacional. Mas, se perderam a primazia, os cariocas deram a volta por cima logo, logo, criando seu convention no ano seguinte.

 

 

Brasileiros demoram um século para criar o seu primeiro convention bureau: São Paulo

Empresários paulistas sobressaíram-se aos colegas do Estado do Rio de Janeiro, pois as conversas iniciais sobre o tema aconteceram na capital fluminense. Isso, apesar da sede da Empresa Brasileira de Turismo — Embratur ficar, naquela época, em terras cariocas.

 

São Paulo Convention & Visitors Bureau: modelo replicado no Brasil

 

Ficou claro para os empreendedores da Cidade Maravilhosa ter uma ferramenta decisiva para potencializar mais ainda os atrativos de um destino muito focado em lazer, bastante conhecido nacionalmente e internacionalmente. Daí em diante, mas lentamente, outros pontos da Nação foram criando convention bureax, nesta sequência: Brasília; as grandes capitais Florianópolis, Fortaleza e Belo Horizonte; e cidades de Blumenau e Petrópolis.

Para dar ideia deste tortuoso processo, em 1997 — 101 anos após a criação dos norte-americanos e 14 depois da iniciativa paulista —, eram apenas oito em todo o País. Mas os ventos mudaram e, nos oito anos seguintes, o total foi multiplicado várias vezes. Em 2005, superamos 60 entidades; em 2010, ultrapassamos 120. A partir de então, o Brasil assumiu folgada liderança no ranking mundial daqueles países com mais conventions.

Este boom de criação aconteceu após a instalação do Fórum Brasileiro de Convention Bureaux — depois transformado em Federação e, atualmente, Confederação. Focando em planejamento estratégico e na importância dos Centros de Convenções, o setor foi ganhando espaço e importância, tanto aqui dentro quando no cenário internacional. E passou a integrar os fóruns de decisão relacionados a todos os negócios do turismo.

Brasileiros demoram um século para criar o seu primeiro convention bureau: São Paulo

Ficou claro para os empreendedores ter uma ferramenta decisiva para potencializar mais ainda os atrativos de um destino e, lentamente, outros pontos da Nação foram criando os convention: Brasília, Florianópolis, Fortaleza, Belo Horizonte, Blumenau e Petrópolis.

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Foi na Cidade de Detroit, no Estado de Michigan, ao Norte dos Estados Unidos da América, que se fundou o primeiro Convention & Visitors Bureau no mundo, em 1896. Ideia foi lançada por um jornalista, com objetivo trabalhar profissional para atrair mais eventos para aquela região.

Matéria de jornal leva à criação do primeiro Convention & Visitors Bureau no mundo

Charles Brady King e sua carruagem sem cavalos, em, 1896, ano em que o primeiro convention & visitors bureau do mundo foi criado nos Estados Unidos da América, mais precisamente, na cidade de Detroit, capital dos setores de metal e mecânica

 

Primeiro Convention Bureau: Detroit ou Londres?

Uma controvérsia marca a origem dos conventions bureaux: qual foi o primeiro? O da cidade norte-americana de Detroit, de 1896, ou o da capital da Inglaterra, Londres, de 1905? Há defensores para ambos. Se focarmos o aspecto do associativismo de empresas buscando fomentar negócios do turismo, é claro que é o da primeira. Caso olhemos pelo lado da apenas da sua denominação institucional, o da segunda então será o escolhido.

Na opinião deste redator, depois de pesquisar sobre o tema apenas no ambiente Web, fico com a Detroit Convention and Businessmen’s League — ou Liga de Convenções e Homens de Negócios de Detroit. A entidade funcionou com este nome até 1907, quando adotou Detroit Convention & Tourist Bureau, seguindo o pioneirismo dos ingleses, com seu London Convention & Visitors Bureau, o que deu, então, margem àquela polêmica.

A entidade surge numa cidade e região dominada pelos setores de metal e mecânica — líder na produção de fogões e móveis de cozinha —, no mesmo ano em que ganhou projeção mundial. Foi quando Charles Brady King deixou sua oficina na direção de uma carruagem sem cavalos, movida por um motor de dois tempos. Era o marco zero da indústria automobilística, até hoje, mesmo após crises e crises, a marca de Detroit.

Primeiro Convention Bureau: criação em tempo recorde

Matéria de jornal leva à criação do primeiro Convention & Visitors Bureau no mundo

O jornalista Milton Charmichael e a primeira página da edição de 6 de fevereiro de 1896 do The Detroit Journal, publicação na qual saiu o artigo chamando atenção para a necessidade de se criar uma instituição voltada à atração de eventos para a cidade

O organismo foi criado em tempo recorde, graças ao pragmatismo dos empresários daquele país. Eles tornaram reais reflexões expostas pelo jornalista Milton Charmichael num artigo publicado no The Detroit Journal do dia 6 de fevereiro de 1896. Este havia mudado recentemente para lá, e colocou no texto situações até então não percebidas pelos que lá viviam há tempos, demonstrando visão estratégica rara para aquela época.

Detroit, por deter economia poderosa, exercia grande apelo no segmento dos negócios. Desde o início do século XIX, gente de origens variadas viajava até lá para convenções de vendas, lançamentos de produtos, reuniões de trabalho, etc. Em virtude desse vai e vem contínuo, donos de bares, investidores de hotéis, motoristas de táxis, proprietários de restaurantes, sócios de receptivos e muitos outros mais não tinham do que reclamar.

Mas Michael Charmichael viu ali uma oportunidade bem mais ampla. E expressa isto nas frases daquele seu texto. Inicia dando destaque ao fato de Detroit ter fama de cidade de convenções. Acentua que visitantes viajam milhares de quilômetros para participar de eventos na cidade. Observa que industriais de todo o país usam a hotelaria local para promover reuniões. E tudo isso vinha acontecendo sem o apoio da comunidade local.

Primeiro Convention Bureau: vitória de um jornalista

Matéria de jornal leva à criação do primeiro Convention & Visitors Bureau no mundo

Fachada do Hotel Cadillac, no Centro da cidade de Detroit, e palco das reuniões que levou à criação do primeiro convention & visitors bureau da história, entidade hoje atuante na recuperação econômica da antiga capital mundial da indústria automobilística

Depois de enfatizar que todos peregrinam para Detroit porque querem ou precisam, faz então a proposta inovadora: realizar um esforço conjunto dos interessados para garantir mais convenções nacionais ano após ano, o que significaria a vinda mais e mais pessoas de todas as regiões americanas e até de outras nações. Este contingente deixaria alguns milhões de dólares por lá, recursos que beneficiariam a economia local como um todo.

O editorial chamou a atenção de empresários e comerciantes, membros da Câmara de Comércio e do Clube dos Fabricantes. Depois de reuniões com a presença de agentes de venda do sistema ferroviário, hoteleiros e empreendedores de variados segmentos, num encontro no Hotel Cadillac, fundaram uma organização com o objetivo de promover, sob forma ordenada, esforços contínuos para atrair mais e mais convenções para cidade.

Entretanto, este caminho não foi tão fácil como alguns podem acreditar. Nas reuniões, Michael Carmichael defendia investimentos para trazer gente de fora. E era contestado por gente taxando como desperdício usar recursos de empresas em projeto mirabolante. Esta corrente defendia caber às autoridades locais investir para captar novos eventos e atrair visitantes. No final, a visão do profissional de imprensa se impôs e prevaleceu.

Primeiro Convention Bureau: ideia copiada no mundo todo

Matéria de jornal leva à criação do primeiro Convention & Visitors Bureau no mundo

Site da International Association of Convention & Visitors Bureaux — identificada pela sigla IACVB —, ou, traduzindo para o nosso português, Associação Internacional dos Convention & Visitors Bureaux, entidade que congrega os convention bureaux em todo o mundo

A Detroit Convention and Businessmen’s League começou com 20 associados. Mas a ideia foi vingando e sendo copiada por outras cidades dos Estados Unidos da América, e até do exterior. Em 1915, já havia 12 outros conventions. Seus dirigentes então acharam ser a hora de se criar uma organização que, além de os representar em bloco, trabalhasse com o objetivo maior de fazer aquele tipo de iniciativa ser espraiada por todo o planeta.

E, numa demonstração inequívoca de que aqueles pioneiros reconheciam a Detroit Convention and Businessmen’s League como a célula mater do processo, escolheram aquela cidade para formar o que deu origem ao que é agora a International Association of Convention & Visitors Bureaux — identificada pela sigla IACVB —, ou, traduzindo para o nosso português, Associação Internacional dos Convention & Visitors Bureaux.

Curiosidades da criação do primeiro convention & visitors bureau

  • Charles Brady King, o primeiro a dirigir um carro pelas ruas de Detroit, foi um dos fundadores da entidade.
  • Em 1913, um boletim da League contabiliza a perda de 3.500 eventos nos últimos seis anos pela falta de espaço na cidade.
  • Michael Carmichael teve o privilégio de ver sua ideia dar frutos, pois só veio a falecer em 1948.

Parte do texto original de Michael Carmichael

Ao longo dos últimos anos, Detroit construiu fama de cidade de convenções. Visitantes vêm de milhares de quilômetros de distância para participar de eventos empresariais. Fabricantes de todo o país usam nossa hotelaria para promover reuniões onde discutem os temas de seus interesses, mas tudo isso sem que haja um esforço por parte da comunidade, nem uma ação que vise dar-lhes algum apoio durante sua estadia entre nós. Eles simplesmente vêm para Detroit porque querem ou precisam. Será que Detroit, através de um esforço conjunto, não conseguiria garantir a realização de 200 ou 300 convenções nacionais ao longo do próximo ano? Isso significaria a vinda de milhares e milhares de pessoas de todas as cidades americanas, e elas gastariam milhares de dólares no comércio local, beneficiando a população da cidade.

 

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